sábado, 26 de abril de 2008

ATO DE BONDADE

Caminhava lentamente pelo quarto, olhava na cama aquele corpo seminu, que dormia, quase flutuava, parecia um anjo. Realmente era um ser angelical, uma mulher com aqueles seios perfeitos, olhos azuis, lábios carnudos como uma fruta fresca, era a imagem mais linda que ele poderia imaginar.
Ajoelhou ao lado da cama, e começou a beijar seus pés, nada mais no mundo seria tão perfeito, os pés eram simétricos, estavam ali paralelos, imóveis. Ela não se mexeu. Ele passeou com a língua por todo o seu corpo, suas mãos percorriam tremulas, ele estava nervoso, ela estava tranqüila. Era preciso muito para deixá-la excitada, sua língua passeava lentamente entra a virilha e a cocha, sua pele branca e macia parecia um pêssego. Na mente dela passavam mil coisas, talvez até sentisse prazer, ou só um alívio de não ser completamente só. Todos os poros dela começaram a se abrir, o tesão percorria todo o seu corpo apesar de ela continuar ali, como um anjo.
Fizeram amor. Ela sentia prazer, ele sabia! No fundo aquilo era um ato de bondade, o silêncio do local vazio era interrompido pelos gemidos de prazer e ele sentia-se um herói, o maior de todos os conquistadores.
Depois de tudo terminado ele vestiu seu uniforme e voltou para a faxina, ela continuo lá, linda deitada naquela cama, onde em coma estava há tantos anos.

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