No último domingo fui ao programa de rádio Garagem Joinville para fazer uma homenagem ao Raul Seixas, fazem 20 anos que o Maluco Beleza foi viajar para outras galáxias, e eu resolvi abrir a Panela do Diabo... tá tudo registrado. Kleiton Profeta e Fábio Kblo fizeram o som.quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Abrimos a Panela do Diabo
No último domingo fui ao programa de rádio Garagem Joinville para fazer uma homenagem ao Raul Seixas, fazem 20 anos que o Maluco Beleza foi viajar para outras galáxias, e eu resolvi abrir a Panela do Diabo... tá tudo registrado. Kleiton Profeta e Fábio Kblo fizeram o som.quarta-feira, 26 de agosto de 2009
VOLTA BELCHIOR!
Um mistério na MPB: o que terá acontecido com Belchior, compositor e intérprete que estourou nos anos 70, foi gravado por grandes nomes como Roberto Carlos e Elis Regina e nunca deixou de receber convites para shows em todo o Brasil? A única coisa que se sabe é que ele sumiu do mapa.“Tem gente que diz que ele está na Holanda, tem gente que diz que ele está em São Paulo”, conta o fã Luiz do Monte. “Eu procurei alguns empresários que eu sei que trabalhavam com ele. Eles disseram que nunca mais fizeram show com ele, porque não o encontram”, diz o ex-sócio e parceiro Jorge Mello.
Ao todo, são 35 anos de carreira, cerca de 50 discos lançados e uma intensa agenda de shows. Uma obra que é tema até de estudos acadêmicos. “Em 287 páginas, eu analiso toda a obra do Belchior”, afirma a professora Josy Teixeira, da Universidade Estadual do Ceará.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Adeus ao nosso amigo Nilo!
Hoje Recebi um e-mail do meu amigo Laércio Amaral comunicando o falecimento do sempre inoxidável Nilo, segue o texto:Dia desses escuto sobre o falecimento do artista Nilo Alexandre. Pela surpresa da notícia e o clima de não certeza do fato, fiz contato com dona Áurea (mãe do Nilo) que confirmou seu passamento no dia 5 de agosto. Ator e artista plástico, Nilo deixou sua marca na cena da cidade. Creio que como eu, muitos também não ficaram sabendo ou não sabem do ocorrido.Veiculem a notícia aos amigos e conhecidos. E embora tardiamente (e talvez isso não tenha lá importância por agora) alguns que por agora ficaram sabendo do seu afastamento do nosso convívio, pensamos em realizar uma homenagem ao artista que viajou.A sugestão é bem "à maneira Nilo de ser": um bom festerê!
O Nilo fez de tudo nestas terras, foi garoto propaganda, foi palhaço, velha, passarinho, artista plástico, poeta e vagabunda no melhor estilo boêmio que se encontra por aí.
Fica aqui nossa homenagem póstuma a este artista e vamos organizar um evento com muita música e muita cachaça para podermos nos despedir desse grande artista e amigo
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A NATUREZA ESTÁ CERTA
E COM TODA A SABEDORIA QUE LHE ERA LATENTE SOLTOU:
A NATUREZA TÁ CERTA!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
TOCA RAUL
Agosto é mês de fazer tributos a Raul Seixas, sim o grande mago do Rock and Roll nos deixou no dia 21 deste mês no ano de 1989. O Cara viveu tudo o que tinha direito e nos deixou um legado musical e poético impressionante, por isso o Bem Amargo aqui vai dedicar este mês para homenagear essa lenda chamada RAUL SEIXAS.quinta-feira, 6 de agosto de 2009
A MAIOR FLOR DO MUNDO
E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar? A Maior Flor do Mundo tem como premissa o conto de José Saramago e visa uma perspectiva sobre os adultos na literatura infantil. Saramago transforma-se numa personagem e conta-nos que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que fez nascer a maior flor do mundo.quarta-feira, 5 de agosto de 2009
MOSTRA CINE VÍDEO
VALE A PENA ACOMPANHAR, A PROGRAMAÇÃO ESTÁ NO SITE http://www.mostracinevideo.com.br/. quarta-feira, 29 de julho de 2009
AS ORINGENS DO PUNK ROCK NO BRASIL
Botinada narra as origens do punk rock no Brasil, sua primeira fase (1976 - 1984) e o paradeiro de seus protagonistas. Foram 4 anos de pesquisa, 77 pessoas entrevistadas, milhares de horas nas ilhas de edição, 200 horas de vídeo e muitas imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez.O Filme é dirigido e produzido pelo Roqueiro e Jornalista Gastão Moreira. Vale a pena assistir. É uma parte da nossa história que pouco conhecemos. O Acesso ao filme é muito complicado aqui em Joinville, mas eu tenho uma cópia, quem quiser ver o filme na íntegra é só dar um toque. Segue um pouquinho pra dar água na boca... valeu!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Beto Gebaili... Hã? Quem?
Prefeitura teria pago para tirar Gebaili do ar Desde a saída do radialista Beto Gebaili da TV Brasil Esperança, canal 11, na semana passada, que um acalorado debate tem tomado conta dos meios de comunicação, especialmente dos blogs de opinião.Parte da polêmica deve-se ao fato de Gebaili ter denunciado o envolvimento direto da prefeitura e da cúpula do PT na sua saída da TV, tendo também afirmado que a emissora estaria “recebendo” para tirá-lo do ar.
Esta denuncia é muito grave já que, se confirmada, mostraria uma escalada da nova administração municipal no sentido de tentar controlar os meios de comunicação.
Não se trata de defender um radialista que tem, inclusive, merecido desta Gazeta duras críticas pela sua forma parcial de fazer rádio e televisão. O que se questiona é a legitimidade da prefeitura em usar recursos públicos para tentar calar seus críticos.
(Fonte: http://gazetadejoinville.blogspot.com/2009/07/prefeitura-teria-pago-para-tirar.html)
Este Bem Amargo vem fazendo constantementes críticas a administração Carlito, mas neste caso sou obrigado a defendê-la, pois não acredito que a administração pública esteja tão preocupada assim com um jornalista de ética duvidosa, volto a repetir, tenho certeza que a prefeitura não aceitou suas negociatas e ele colocou a corda no próprio pescoço, e isso vem acontecendo a mais tempo, lembram da saída dele da rádio Floresta Negra? Tudo iniciou ali, ele cavou sua própria cova. É muita arrogancia deste "pssssssssssssssssssssssssssseudo" comunicador achar que o prefeito está preocupado com ele. A matéria do Jorrnal Gazeta diz “prefeito teria pago”. Pago o que? Pra quem? Quanto? Que bobagem não acaham?
E mais, tirar esse cara do ar é um favor a comunidade, parabéns a administração da Rede Brasil Esperança. Gostaria de lembrar que tem jornalista lá nesta emissora dando uma de “João sem braço” e que mereceo mesmo caminho do Gebaili.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Tarde do Vinil, IMPERDÍVEL
Isso mesmo, domingo a gente entra na máquina do tempo pra curtir o melhor dos anos 60, 70 e 80, tocado em discos de vinil pelos malucos e colecionadores Juva e Lobão.
Quem estiver em Joinville pode ouvir o Programa Garagem apresentado pelo sempre inoxidável Geovane Loreto, na 87,9 Rádio União FM, ou pela internet no
http://www.garagemjoinville.kit.net/
É isso !
terça-feira, 21 de julho de 2009
Somos mesmo o CÚ do mundo.

É inacreditável que uma empresa brasileira precise comprar material reciclável de outro país, então essa de que era apenas bussines não cola, o Brasil produz centenas de milhares de toneladas de lixo todos os dias, então são nítidos os interesses de descartar a porcaria deles no "paísinho" de terceiro mundo.
Existe ainda uma concepção universal de que o Brasil é o CÚ do mundo, de certa forma estão certos, e se a polícia federal não mandar esse lixo novamente para Inglaterra, vamos ter que comprar muito papel higiênico para limpar essa cara de bunda. Se fazem isso com o Brasil, imagine o que acontece nos países pobres da África?
Precisamos frear isso, e a única forma é reduzir já o consumo.
terça-feira, 14 de julho de 2009
SUICÍDIO ASSISTIDO
Sir Edward Downes, 85 anos, um dos maestros mais respeitados do Reino Unido, e sua mulher, Joan, 74, uma coreógrafa e produtora de TV, morreram em uma clínica de suicídio assistido na Suíça, disse a família deles em comunicado nesta terça-feira (14), segundo o jornal The Guardian.Os filhos do casal, Caractacus e Boudicca, contaram que eles "morreram pacificamente, e sob circunstâncias que eles mesmos escolheram".
Confira trechos do comunicado da família:
"Depois de 54 anos juntos e felizes, eles decidiram por acabar com a própria vida a lutar contra sérios problemas de saúde. Nosso pai, que aos 85 anos estava quase cego e cada vez mais surdo, teve uma longa, vigorosa e distinta carreira como maestro. Nossa mãe, que tinha 74 anos, começou a carreira como bailarina e, posteriormente, trabalhou como coreógrafa e produtora de TV, antes de dedicar os últimos anos de sua vida a trabalhar como assistente pessoal do nosso pai. Eles viveram uma vida plena e consideravam-se extremamente sortudos, tanto profissionalmente como pessoalmente".
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O POP NÃO POUPA NINGUÉM
quarta-feira, 1 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Smoked Love, uma boa surpresa.
Entrei no teatro com a memória dos outros trabalhos que havia visto da Faunos, aquela linguagem infantil, que as vezes me irrita profundamente em alguns espetáculos para crianças, e estava esperando algo assim, não infantil, mas com uma linguagem irritante (preconceito puro de gente burra como eu).Mas o que eu encontrei foi outra coisa, um espetáculo denso, muito bem montado, tudo muito bem cuidado, desde o material gráfico até a ambientação. Pela primeira vez este ano eu vejo o teatro acontecendo de verdade em uma produção joinvilense. O cuidado técnico, o trabalho de interpretação muito bem feito e a direção está presente apontando os caminhos, fiquei feliz de assistir um espetáculo tão bom.
A trilha sonora executada ao vivo é uma pérola do espetáculo, a banda me carregou, a música na medida certa, tão bem colocada que a gente esquece que banda esta ali quando eles não estão tocando, mas quando tocam, é um rock and roll muito forte, muito bem executado e principalmente, conversa com a cena de uma forma muito pontual, novamente aí o trabalho de direção.
A Iluminação é outro show, o Flávinho usou de todos os recursos possíveis para fazer com que a luz conversasse com aquele cenário branco, e conseguiu. Durante o espetáculo tem projeções, sons e imagens compondo um audiovisual que por pouco não rouba a cena, mas estão bem feitos e muito bem colocados, conversando hora com a música e hora com a atriz, sempre no tempo servindo mais como tempeiro do que como prato principal.
Mas o que me deixou realmente feliz foi o trabalho da atriz Daiane Dordete, na medida certa e ainda cambaleando na personagem, mas nitidamente segura e firme num belíssimo trabalho de ator, ela também assina os textos, por tanto mais uma novidade boa este ano, um trabalho autoral, de pesquisa cênica e dramatúrgica, tenho certeza que na medida em que este espetáculo for amadurecendo teremos ali a fineza e a lisura de quem faz teatro de verdade e não somente projetos sustentados por duas ou três apresentações de contrapartida.
A direção da Daniele realmente me surpreendeu, quero ver de novo Smoked Love, parabéns meninas. Agora vou sair para fumar um Lucky Strike e telefonar para minha esposa.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Uma paulada é uma paulada!
Uma paulada é uma paulada seja você negro, gay, mulçumano, cristão ou japonês. Estamos vivendo uma forte discussão sobre homofobia no Brasil, lá em Brasília a criação de leis específicas contra homofobia, aqui em Joinville vivemos a semana a diversidade, onde está a verdadeira essência disso tudo?Fico pensando que a violência ultrapassa todas as classes, tento dentro de mim encontrar alguma coisa que faça discordar desses movimentos e buscar um interesse coletivo, afinal de contas se eu for agredido na rua, sendo gay ou não, terei o mesmo amparo pela justiça, certo? Será? E se quando chegar na delegacia, o delegado homo fóbico? E se além de gay eu for negro e o delegado for racista?
Então vem a pergunta que hoje me fizeram no almoço e que me motivou a escrever este texto: Você é contra ou a favor da semana da diversidade?
sexta-feira, 19 de junho de 2009
um ensaio

Estreia
Cidadela Cultural AntarticaRua XV de Novembro, 1445
Entrada Franca
No Elenco: Borges de Garuva, Clarice Steil Siewert e Laércio do Amaral, na fotografia Fabrício Porto, na direção de arte, Nilton Tirotte, na música Albanir Germano e na Direção geral Fábio Porto. Contamos com muita gente para este filme, Luciano Fusinato Confeccionou o boneco que esta em cena, Dona Dora deixou que a gente pegasse emprestado um galho da Jabuticabeira do seu quintal, o Flavinho da Ajote nos ajudou na luz, o Pierre Porto fez o churrasco, enfim, foi uma produção muito gostosa e com um resultado maravilhoso, espero todo mundo lá.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
TARANTINO´S MIND
Se você tem outra descoberta sobre o Tarantino, mande para gente!
Assista o filme na íntegra e divirta-se... se puder!
sábado, 30 de maio de 2009
INCÊNCIO DA ALMA
Ela olhava a janela com um enorme desejo de se jogar lá de cima, não conseguia sair na rua, tinha medo de que ele a encontrasse novamente, queria morrer mais não tinha coragem para tanto. Seu aniversário era daqui uma semana, iria fazer 15 anos e teria que cruzar com ele, festejar ao lado dele, quando na verdade queria matá-lo e depois morrer.
Na mesa de centro uma revista aberta numa reportagem falando sobre os cuidados domésticos para não causar acidentes fatais, esta ali sua inspiração para o suicídio.
A mãe da menina comprava suas roupas, achava que a filha de 14 anos já era uma mulher, calcinhas de fio, roupas coladas e sensuais, assim era que a menina se vestia, e adorava a liberdade que as amigas da escola não tinham. Não havia conversa entre mãe e filha, mas havia o contato mínimo e necessário.
Ele era um cara bem sucedido, boa pinta, mas não agüentou ver o corpo perfeito da filha, que desfilava pela casa de xortinho e camiseta sem sutiã, mostrando os peitos durinhos e deliciosos, sonhava com a buceta apertada dela, até que um dia, depois de alguns goles, chegou em casa e tomou a menina a força, aproveitou que sua esposa estava viajando e estuprou a filha.
A menina se debateu no início, mas depois ficou parada em silêncio, sem entender porque seu pai estava fazendo aquilo. Ele gozou rápido e ávido, saiu de casa e foi a um bar encher a cara.
A menina nunca contou nada para ninguém, fechou-se em seu mundo, não ia mais a escola, vivia doente. A mãe da menina parecia estar ocupada de mais e não prestou atenção. Ele saiu de casa e aparecia de vez em quando como se nada tivesse acontecido. A impressão que se tinha era que estavam numa fase ruim do casamento e que poderiam reatar a qualquer momento.
A menina queria pular, 10 andares seriam o suficiente para livrar seu corpo de sua alma. Olhou o novamente o céu, e decidiu acabar de vez com seu sofrimento, mas não seria justo deixar o filho da puta livre.
Ligou para mãe, que respondeu não poder atender e iria chegar tarde, mas que a festinha do próximo fim de semana estava garantida. Então ligou para o pai, fez uma voz dengosa, disse que precisa falar urgente com ele, queria lhe mostrar umas coisas e pedir seu presente de aniversário.
As imagens da filha nua, o corpo branco e a boca carnuda lhe deixaram de pau duro. Depois daquela noite em que ele a possuiu a força, nunca mais teve contato com ela, e agora ela esta telefonando para ele, com certeza teria outra chance de experimentar a menina.
Ela ficou na varanda olhando a rua, quando viu o carro dele fazer a curva, correu para cozinha e abriu todas as bocas do fogão liberando o gás, voltou para a varanda, nas mãos uma caixa de fósforos, o plano era explodir o apartamento, matar o pai e morrer junto.
Em poucos segundos o gás já havia invadido todos os cômodos, o pai dela não tocou o interfone, nem a campainha, ainda tinha a chave, quando entrou sentiu o cheiro do gás e correu para cozinha, no meio do caminho foi interceptado pela voz da filha:
_Pai, eu estou aqui!
_O que isso filha! O gás esta vazando, não acende nenhuma luz, abre a janelas...
_ Pai, eu to na varanda, vem aqui me ajudar!
O homem tomado de um desespero confuso correu pela sala do apartamento em direção a varanda e encontrou a menina com a caixa de fósforos nas mãos. Naquele exato instante ele entendeu o que estava acontecendo, paralisou por alguns segundos e assistiu a menina acender o fósforo.
A explosão jogou a menina do décimo andar. O homem morreu queimado nas chamas.
Na manhã seguinte a imprensa de todo país anunciava a catástrofe acontecida num bairro de classe média da cidade. Todos os relatos foram dados pela mãe, a história do pai que estuprou a filha que para se vingar tocou fogo no apartamento foi capa de todos os jornais e revistas.
Nos meses seguintes, a mãe da menina pegou o dinheiro do seguro de vida do marido que ainda estava no nome dela e mudo-se com seu amante para uma praia nordestina, havia dado tudo certo, manipular o marido e a filha foi fácil de mais.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
EU NA MASSA: CHURRASCO, CERVEJA E FUTEBOL.

O Local do Jantar era uma churrascaria que fica anexa ao estádio, comemos mais carne e tomamos muita cerveja, ouvíamos la de fora o grito enfurecido e animado dos torcedores do “Coxa”, a multidão aguardava freneticamente a abertura dos portões.
Eu nunca fui dado a estádios de futebol, nem a torcida, na verdade foi a primeira vez que entrei num estádio para assistir um jogo assim.
Quando entramos, eu vi uma arena romana, cercada de um povo cedendo por pão e circo, e lá no meio, leões famintos e gladiadores sedentos de sangue fresco. Eu estava no camarote do estádio, sentado ao lado do próprio imperador, o presidente do Coxa.
Como nas arenas, o Leão era o anfitrião, os gladiadores eram os visitantes, então se podia ver 20 mil pessoas torcendo e urrando com raiva na expectativa de ver o leão devorar sem piedade os gladiadores. Essa massa humana raivosa, gritava, cantava e pulava num ritual de ódio muito intenso.
Sabemos que nenhuma energia se perde, aquela energia gerada no estádio acaba indo para algum lugar, fiquei os 90 minutos do jogo olhando a torcida, fiel e muito organizada, gritando e xingando com ódio os adversários. Para onde vai toda essa energia violenta do estádio? Esse ódio por um adversário que na verdade não existe se dá por conta de que?
Acabou o primeiro tempo sem gol, leão e gladiador inteiros, e no camarote do imperador muita cerveja, e eu sentia o peso da costela do jantar. Quando voltaram, a torcida empurrava o time com mais ódio e com mais violência, até que lá pelas tantas alguém diz:
_O Fulano de Tal foi preso, liga pro advogado do clube para tirar o cara da cadeia.
A violência diária que vemos nas ruas, nas mãos de traficantes e de bandidos, a violência diária que somos expostos diariamente pela TV e a violência que sofremos vindo das mão de maus políticos, aí nessa violência se acumula esta energia. Nas crianças de rua, nos mendigos, nas filas de hospitais, no anseio de milhares de desempregados, nos jovens mortos pelo craque, na pancada diária que recebemos, essa energia de ódio se acumula aí e se espalha, pois como toda a energia gerada no universo, nunca se perde nem se desfaz.
Faltando três minutos para o fim do jogo, o Leão comeu o Gladiador, o “Coxa” marcou um gol, tomamos mais cerveja, gritamos muito (Sim eu gritei também, a energia era grande de mais e é impossível ficar de fora). Logo em seguida voltei para Joinville, acompanhei a saída da massa de torcedores felizes por terem visto o leão devorar o gladiador, vi uma multidão consada e rouca de tanto gritar e torcer.
No caminho pude ver nos mendigos e nas crianças de rua espalhadas pelo frio de Curitiba o resultado do jogo.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Prefeito Carlito Merss de Joinville/SC assinou ontem o decreto que reajusta passagens para R$ 2,30 e R$ 2,70 em Joinville. E para homenagear esta ação, postei este singelo e mimoso vídeo do grupo SE PIORAR ESTRAGA. É o clip de uma delicada canção. Lá vai!
Você pode cantar junto, abra a janela agora e grite para todo mundo ouvir, a letra da canção é muito simples, junte a família em volta do computador e cante em homenagem a nova tarifa da passagem de onibus de Joinville.
Deixe nos comentários, uma mensagem homenageando o aumento da tarifa!
terça-feira, 12 de maio de 2009
No último dia do Festival Catarinense de Teatro que aconteceu em Joinville, tivemos o PRAZER de assistir o espetáculo VOLÚPIA, da Cia Carona de Teatro.
O espetáculo é proibido para menos de 18 anos, a nudez e o prazer sem limites é o tema central das imagens criadas e provocadas pelo grupo. A força do tema e a complexibilidade dos conflitos propostos são uma grande receita para uma viagem descontrolada e louca, mas o grupo conseguiu segurar as rédeas e o espetáculo ficou fino e lindo.
É claro que estamos falando de cenas de estupro, de prostituição e muita violência, então onde encontramos Beleza? A beleza do espetáculo é que com tudo isso, em algum momento, todos conseguem ver a si mesmos, estampados ali, de forma teatral, que magicamente não é realidade, mas duramente é tudo verdade, por mais que no palco seja de mentira.
O espetáculo deixa clara a felicidade artificial em vivemos impulsionados pelo “reality show”, a violência de um sexo patológico e adoecido que a televisão nos empurra desmedidamente e a busca pela felicidade superficial.
Mas o melhor espetáculo estava na platéia, a cara das pessoas, o público em pânico querendo sair, mas o desejo de ver mais era muito maior, todos querendo sair, mas de alguma maneira se reconhecendo naquele espaço cênico.
Volúpia pode não ser o melhor espetáculo teatral de todos os tempos em Santa Catarina, mas é com certeza o mais sincero que eu já assisti e entrou para história do teatro no estado, mas o melhor resultado disso, é que lembrou a todos que por mais artificial que possa ser nossa felicidade, a noite choramos sozinhos abraçados ao travesseiro.
Obrigado ao grupo, e muita merda pra esse espetáculo!
terça-feira, 5 de maio de 2009

No início de 2005 tive um encontro marcante com Augusto Boal em Curitiba, na mesa de bar estavam muitas pessoas desconhecidas para e ele e para mim, e na época ele estava muito bem de saúde e muito empolgado com alguns projetos. Conversamos sobre tudo, nossa conversa passou pela situação econômica do país, os erros e acertos do governo Lula, indo para a linguagem teatral ea produção contemporânea. Ele era uma pessoa muito iluminada e com certeza sua obra será lida e lembrada por muitas gerações.
A verdade é que ele era dos muito poucos com coragem, não abrandando o seu discurso, não fazendo concessões, em uma época em que o neoliberalismo inteligentemente criou, e faz correr o mundo, uma forma escrita, falada, televisada que fez a cabeça de quase todos nós.
Leia a íntegra do discurso:
"Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.
Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática --tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa --nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - 'Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida'.
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento --é forma de vida!
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"
Não quero andar sempre pelos mesmos caminhos
Quero traçar caminhos novos
Quero andar em ruas estreitas
Mas sem perder o sonho de projetar largas avenidas
Quero poder voar em outros céus
Mergulhar em outros mares
Não quero guardar nenhuma mágoa
Sempre que preciso, vou sim pedir perdão
Quero chorar sempre que for possível
Mas quando a lágrima se recusar a cair
Quero pelo menos, usar de todo o meu silêncio
Não quero cantar sempre as mesmas canções
Quero poder cantar tudo todos os dias
E quando não tiver nada para cantar
Quero poder inventar minhas próprias melodias
Não quero estar sempre certo
Quero poder ter o direito de errar
E em cada erro construir um novo caminho
Quero todo o afago e todo o carinho
Não quero acreditar em tudo o que vejo
Sempre que possível quero banho de rio
Sempre que possível quero me queimar de ácido
Quero poder duvidar do que ouço
Quero poder escolher melhor o que falo
Quero poder me perder em algum lugar estranho
Quero poder mudar minha mente
Quero ouvir a voz de um velho amigo
Quero que a mulher que eu amo
Saiba que pode sempre contar comigo
Posso não saber muito bem o que eu quero
Mas sei muito bem tudo o que sinto.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Respostas
Sim!
Talvez.
É tudo a mesma coisa.
Eles são todos iguais.
É tudo ao mesmo tempo agora...
Hã?
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Susan Bouyle viajou mais de mil quilômetros para se apresentar num programa de TV. Esse programa é o equivalente ao “Ídolos” da emissora Record aqui no Brasil. Como aqui não há seleção, os jurados recebem todo mundo, e o divertido é ridicularizar as pessoas que estão em busca da fama, mas não tem nenhum talento. Neste dia Susan entrou, e todas tinham certeza que ela seria ridicularizada, o preconceito imprerava, nem mesmo ela acreditava. Mas vejam o que aconteceu!
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
BIGUI BRODER BRAZIL

Mas é real e concreto que a midia e a força da exposição da caixinha mágica o qual chamamos televisão, impõe regras sociais e comportamentais mas principalmente, acelera o consumo indiscriminado de produtos e serviços.
O que mais me preocupa no BBB, é a imposição de um modelo comportamental, que é admirado por nossas crianças e incentivado por seus pais que com certeza irão repetir esse mesmo modelo que a caixinha mágica nos impõe em busca de sucesso, copiando o que vê muits vezes sem pensar.
As pessoas confinadas no BBB são chamadas de heróis, são colocadas num patamar de extrema importância, e mesmo sem chegar a "final" ganham muito dinheiro, saem de cena preparados pra tirar a roupa em alguma revista erótica, tornando-se assim um exemplo vivo de vencedor, um arquétipo de sucesso.
Eu posso afirmar que não cheguei a assistir nenhum capitulo inteiro do programa, mas ontem antes de iniciar a “final”, minha sobrinha de doze anos me disse que quer ser uma BBB, e me confessou em segredo que experimentou cerveja pela primeira vez por que ela, as amigas e os meninos da escola, fizeram uma festinha igual ao BBB, e o pior com o apoio dos pais.
Hoje pela manhã, um amigo do escritório chegou muito empolgado com a ”final”, está como minha sobrinha, fascinado pelo modelo de conduta imposto pelo BBB, espero que ele não incentive as filhas a copiar o modelo da caixinha, e se o fizer, espero que ele tenha força para agüentar o rojão da insistência de ser “POP”, porque como diz a canção: “O POP não poupa ninguém”


